segunda-feira, 30 de maio de 2016

“Coração da Cidade” defende encerramento da central nuclear de Almaraz e convida à participação em manifestação

O Movimento “No Coração da Cidade – Santarém” declara o seu apoio à manifestação pelo encerramento da central nuclear de Almaraz, do próximo dia 11, em Cáceres, apela à participação da população scalabitana e junta-se às 23 organizações convocantes.

O nosso movimento tem participado e lançado várias iniciativas ambientalistas e entende necessária a sensibilização de toda a comunidade – em particular da juventude - para este grave problema que em muito poderá afetar o Tejo e a nossa vida.
A manifestação decorrerá em Cáceres e haverá transporte garantido em autocarro a partir de Santarém. Todas as pessoas interessadas devem inscrever-se no site: http://www.fecharalmaraz.org/
Como refere o site oficial, há oito razões fundamentais para a exigência do fecho da central nuclear:
1.      “A Central, em funcionamento desde a década de 80, é a mais antiga do Estado Espanhol. Ultrapassa em mais de 5 anos o seu período de vida útil, representa um risco constante para o território português, por estar a menos de 100km da fronteira e à beira do Rio Tejo.
2.      Representa um risco enorme para o Rio Tejo, que hoje já é muito poluído, no qual é refrigerado o seu reator e onde são feitas descargas nucleares através do embalse de Arrocampo.
3.      Almaraz reprovou nos testes de resistência feitos pela Greenpeace, que indicou que esta: não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a de Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor.
4.      Tem registados 54 acidentes desde a sua inauguração, o seu desenho já sofreu 4000 modificações.
5.      A Central parou de emergência 32 vezes e 3 vezes para manutenção.
6.      Em Janeiro de 2016, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmaram que as repetidas falhas no sistema de refrigeração colocam um sério risco de segurança. Depois do relato dos inspetores, já se registou em fevereiro nova avaria e um incêndio. As empresas acionistas (Endesa, Iberdrola e União Fenosa) não querem encerrar a Central porque o investimento inicial já está pago e hoje representa lucros no valor de 161 milhões de euros anuais.
7.      A energia produzida por Almaraz é irrelevante para o sistema energético espanhol atual e nulo para o português.
8.      Um acidente grave em Almaraz teria implicações profundas na vida e na saúde de gerações, com contaminação em larga escala, levando mesmo ao êxodo de povoações".
Todas as informações estão nas páginas oficiais da manifestação, aqui, ( http://www.fecharalmaraz.org/ ), ou na página de facebook ( https://www.facebook.com/fecharalmaraz/ ). 
Pode-se desde já adiantar que a organização no distrito de Santarém está a organizar a ida de pelo menos dois autocarros, com partidas a 10 e a 11 de Junho.
Percurso autocarro de dia 10 de Junho:
- Partida de Salvaterra de Magos ( concentração Largo do Ribatejano)
- Paragem em Santarém (Estação Rodoviária)
- Paragem no Entroncamento (Estação Ferroviária)**
- Paragem em Abrantes (Terminal da Rodoviária)
- Chegada a Cáceres
**Disponibilizaremos em breve os horários em todo o percurso, adiantando no entanto que a paragem no Entroncamento em frente à Estação da CP, contemplará um horário compativel com a chegada de comboios nomeadamente de Lisboa.
Percurso autocarro de dia 11 de Junho:*
- Partida de Salvaterra de Magos ( concentração Largo do Ribatejano)
- Paragem em Santarém ( Estação Rodoviária)
- Paragem em Torres Novas (Estação Rodoviária)
- Paragem em Abrantes ( Terminal da Rodoviária)
- Chegada a Cáceres
*Disponibilizaremos em breve os horários em todo o percurso
Dormidas ( para quem for no dia 10 de Junho)
- Estamos neste momento a tentar confirmar local para dormidas em Cáceres. Deverão @s manifestantes que partem no dia 10 acompanhar-se de saco-cama e colchão.
Informações:
Qualquer dúvida ou pedido de informação, contactar Romão Ramos, via 
925 266 812.

Santarém, 29 de maio de 2016
P’lo movimento

Manuela Marques, Carlos Cruz,  Carlos Oliveira, Joana Pinto, Vítor Franco

terça-feira, 19 de abril de 2016

Dia 8 Caminhada Histórica na Ribeira de Santarém, participe

Numa iniciativa conjunta do Movimento No Coração da Cidade - Santarém, Clube de Pessoal da EDP - Santarém e Sociedade Recreativa Operária vai realizar-se no domingo dia 8 de Maio uma Caminhada histórica na Ribeira de Santarém.
A caminhada terá vários momentos em que teremos a participação especialista em arquitetura e história da Ribeira e nos propiciarão agradáveis momentos de interesse e conhecimento.
Existirão dois pontos de encontro
- às 09:30h na Porta de Santiago de onde desceremos a pé até à Ribeira
- ás 10:00h em Santa Iria, onde iniciaremos a caminhada
 A participação é gratuita.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Central nuclear de Almaraz em avarias sucessivas, é urgente encerrá-la

Notícia jornal Público de hoje:

Através de uma nota de imprensa divulgada durante a manhã deste domingo, a administração da central nuclear de Almaraz, localizada no rio Tejo e em território espanhol, anunciou que um dos equipamentos “sofreu uma paragem às 5h35”. Este incidente ocorreu “durante a operação de aumento de carga depois de ter sido efectuada a ligação (da unidade) à rede”, refere o comunicado.
A empresa garante que os sistemas de segurança do equipamento em causa “actuaram correctamente” e que as causas que originaram o incidente estão a ser analisadas.
A nota de imprensa destaca ainda que “houve uma paragem automática da turbina seguida de paragem do reactor” em consequência de uma “anomalia” que se registou “num interruptor de uma das barras de alimentação eléctrica, provocando um aumento de nível no gerador de vapor número dois”.
Dando conta do ponto da situação, a empresa salienta que “todos os sistemas de segurança” do equipamento em causa “actuaram correctamente”, encontrando-se a unidade afectada “estável”.
A Unidade I da central nuclear de Almaraz tinha sido ligada novamente à rede eléctrica pelas 13h09 horas de sábado, depois de concluídos os trabalhos de “recarga de combustível e manutenção geral do equipamento” que decorreram durante 48 dias.
No início de Fevereiro, inspectores do Conselho de Segurança Nuclear de Espanha tinham alertado para “falhas no sistema de arrefecimento de serviços essenciais da central nuclear” espanhola, referindo “não haver garantias suficientes de que as bombas de água do sistema de serviços essenciais da central operem com normalidade”.
Num esclarecimento divulgado pelo Governo português no dia 3 de Fevereiro, é referido que a Agência Portuguesa do Ambiente recebeu garantias que “a Central Nuclear de Almaraz se encontra em condições de segurança”. Também o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, assegurou na altura que os equipamentos que registaram falhas oferecem "absolutas condições de segurança".
Neste domingo teve lugar mais uma “anomalia”, desta vez “um aumento de nível de vapor” num dos geradores da central nuclear mais antiga de Espanha, a cerca de uma centena de quilómetros do território português.
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Jornal El País:

Los inspectores del CSN alertan de los fallos de refrigeración en Almaraz

Los técnicos consideran que no hay "suficientes garantías" de que las bombas de agua del sistema de servicios esenciales puedan operar con normalidad

Los inspectores del Consejo de Seguridad Nuclear (CSN) han alertado de fallos en el sistema de refrigeración de servicios esenciales de Almaraz (Cáceres), la central más antigua de las que hay en activo en España. Tras dos averías en los motores de las bombas de agua, cinco técnicos realizaron una inspección y concluyeron que no hay "suficientes garantías" de que el sistema pueda funcionar con normalidad. La dirección técnica del CSN no ha tomado aún una decisión. Este martes se han reunido los responsables de Almaraz con los del CSN.
En una nota firmada por cinco inspectores el 28 de enero se señala que no hay "suficientes garantías de que exista una expectativa razonable" de que este sistema de refrigeración, básico para impedir accidentes, pueda actuar adecuadamente debido a los fallos detectados en los motores que hacen funcionar las bombas de agua de servicios esenciales, según la documentación a la que ha tenido acceso EL PAÍS.
Fuentes internas del CSN sostienen que este escrito debería haber motivado la parada inmediata del reactor que ahora está en funcionamiento en Almaraz para solucionar el problema. Pero la dirección técnica del CSN no ha dado aún esta orden. Un portavoz oficial del consejo reconoce que se "le ha pedido información" al titular. Este martes se han reunido los responsables de Almaraz y los del CSN para debatir esta cuestión sin que se haya decidido adoptar decisión alguna de momento.
En menos de cuatro meses ha habido fallos en dos motores de las bombas de este sistema de refrigeración (una vez en septiembre y otra en enero). Ante esta situación, se organizó una "inspección reactiva" del CSN en enero, formada por los cinco técnicos que firmaron la nota el jueves.
Antes, el miércoles 27, los inspectores emitieron una primera nota en la que consideraban que el incidente no debía pasar a mayores. Pero el mismo día que salió aquel escrito la dirección de la central aportó nueva información. Reconoció que la pieza que dio problemas en enero (un corta aceites) se revisaba periódicamente y se cambiaba frecuentemente porque se deformaba con el uso. Pero una modificación en las normas internas de la central en 1997 hizo que se suprimieran esas revisiones, que desde entonces no se realizan.

Sin "suficientes garantías"

Tras analizar el caso, los inspectores concluyeron que no existen "suficientes garantías" de que el sistema de refrigeración pueda funcionar con normalidad, ya que se han detectado deformaciones de las piezas de los motores y a que las revisiones periódicas se eliminaron hace 19 años.
Almaraz cuenta con dos reactores, uno que comenzó a operar en 1983 y otro en 1984. El primero está parado ahora para la recarga de combustible, una operación periódica y programada. El otro está en funcionamiento y genera electricidad. La central de Almaraz, la más antigua de las que están en funcionamiento en España, cuenta con cinco bombas de agua para el sistema de servicios de esenciales, básico para evitar que se recalienten todos los sistemas de seguridad de la central. Dos están asignadas al reactor 1 y otras dos al reactor 2. La quinta no está asignada y puede entrar en funcionamiento para cualquiera de los reactores. Para hacer funcionar esas cinco bombas existen seis motores. Cinco están instalados en las bombas. El sexto es de repuesto.

RECHAZO POLÍTICO A REABRIR GAROÑA

La mayoría de los grupos parlamentarios ha pedido este martes al CSN que no emita informes relacionados con la reapertura de la central de Garoña (Burgos) mientras siga el Gobierno en funciones. Así lo reclamaron Compromís, Bildu, ERC, PSOE, IU, Podemos, PNV y Democràcia i Llibertat a petición de Greenpeace y Ecologistas en Acción, que se han reunido con los políticos en el Congreso. El CSN puede aprobar este miércoles varios informes favorables a reabrir Garoña, tras más de tres años parada.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Reunião com PSP


Face a um vasto conjunto de queixas que recebemos dos cidadãos, essencialmente relativos a estacionamento abusivo, limitação da mobilidade das pessoas, segurança de peões nomeadamente crianças, uma delegação do nosso movimento reuniu hoje com a comandante distrital da PSP.
Estamos a estudar hipóteses de iniciativas e continuamos recetivos a novas questões que nos coloquem.
Podem usar o e-mail: nocoracaodacidadesantarem@gmail.com

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Petição contra a poluição dos rios já passou as 1.500 assinaturas.

Veja este video, feito há alguns dias, sobre a poluição no Alviela.
- Descarregue a folha da petição [ clicando aqui: https://drive.google.com/file/d/0B9pS-c5HD3r9SDdBbHpWMkgtczQ/view ]e convidar os seus amigos e conhecidos a assinar e fazendo-nos chegar as folhas assinadas;
- Assinar diretamente na net aqui: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT79516;
- partilhar no seu facebook a partir do link: https://www.facebook.com/movimentoprotejo/posts/10153763233043376



Mais uma vez, Alviela cheio=poluição e descargas.
Publicado por Edgar Pinto em Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2016

"Feudos" de Samuel Pimenta - um texto a não perder.

Um texto que deve ser lido e partilhado. Extraído do blogue [ http://samuelpimentablog.blogspot.pt/ ] do escritor scalabitano Samuel Pimenta.


" Feudos

Em conversa com algumas pessoas aqui da aldeia, apercebo-me cada vez mais do isolamento que esta região enfrenta, não só motivado pela morfologia do território, mas essencialmente pelo facto de os grandes centros de decisão do país, concentrados na capital, estarem alheios à valorização das povoações do interior.

Além da limitação de serviços disponíveis, seja na saúde ou na educação, do abandono dos jovens, que partem para as capitais de distrito ou para as cidades do litoral, ou do envelhecimento da população, deparei-me com a pouca oferta de emprego, em que alguns trabalhadores chegam a sujeitar-se a condições laborais inenarráveis por não terem alternativas, especialmente as mulheres operárias. As grandes empresas que existem pertencem a uma minoria de famílias endinheiradas, minoria essa pouco ou nada interessada na captação de investimento externo para a região, sob pena de ficarem sem mercado. Curioso que, se analisarmos pormenorizadamente, descobrimos que essa minoria é influente nos centros decisores regionais. Como o poder central se esqueceu que Portugal está além de Lisboa, uma região de enormes potencialidades como esta vai ficando à mercê das vontades de um grupo que parece pouco interessado no desenvolvimento de toda a comunidade. O cenário é ainda mais dantesco quando percebemos que não é só aqui que sucede, é por todo o país.

Portugal vive em República há mais de cem anos, mas viveu em Monarquia desde a sua fundação. As marcas dessa mentalidade que separava privilegiados de não privilegiados ainda são visíveis. Pior, por vezes parece que ainda se vive sob um regime organizado por feudos muito mal geridos, com direito a vassalagens, títulos e todos os salamaleques que existem e que ainda estão por inventar. Podemos ser uma República no papel, mas ainda precisamos de elevar muito as nossas consciências para nos olharmos, simplesmente, como iguais na nossa condição de humanos.

Pinheiro (Carregal do Sal), 12 de Janeiro de 2016 – 19h03m "

sábado, 9 de janeiro de 2016

Antecipação da descontinuidade da atividade industrial da Unicer em Santarém

Comunicado da CT
Leça do Balio, 08 de Janeiro de 2016
A Comissão de Trabalhadores da Unicer, surpreendida pelo anúncio da Administração, no dia de ontem, da antecipação do encerramento da fábrica de Santarém para o fim do mês de Janeiro, consultando e ouvindo a posição dos Trabalhadores durante o dia de hoje, informa o seguinte:
A operação da fábrica de Santarém, pela sua particularidade de segmentação de mercado sobre a área dos sumos e refrigerantes, não sofre influência da quebra de volume de exportação para Angola pelo facto de este mercado se apoiar totalmente nas cervejas. Da mesma forma, em termos globais, nunca a Unicer necessitou de reforçar os seus quadros de pessoal por força do aumento da exigência do mercado Angolano e a operação foi sempre sendo suportada por um aumento da solicitação de trabalho aos quadros existentes, nomeadamente com recurso à agilização das escalas de equipas de produção e aumento de trabalho extraordinário. Assim, deixa de representar validade o argumento que se debruça sobre a quebra de mercado Angolano com efeitos de causalidade;
A operação do Centro de Produção de Santarém, pelos dados de 2014, representa ganhos líquidos económicos que contribuem também para os resultados globais amplamente
propagandeados pela Unicer e que resultaram num lucro efectivo de 33 milhões de euros distribuídos em dividendos pelos Acionistas. Desta forma, a Unicer declara que decide encerrar a operação de uma fábrica rentável;
No início de 2015, o então CEO da Unicer, Dr João Abecasis, em discussão com esta Comissão de Trabalhadores na abordagem às inerências da quebra do mercado Angolano, numa lógica do que verdadeiramente deve constituir a gestão de uma grande empresa e a inclusão dos Trabalhadores na tomada de decisões, indicou uma série de medidas a tomar com vista à agilização dos sectores e poupança económica deixando a garantia de que jamais incidiriam sobre as pessoas e os seus postos de trabalho. Na mesma linha, sobre a viabilidade do centro de produção de Santarém, garantiu-nos que a continuidade da fábrica dependeria unicamente 
da sua viabilidade económica, viabilidade essa que se veio a comprovar com dados da própria Unicer;
Pelos motivos acima, esta Comissão de Trabalhadores reitera o juízo de que a decisão anunciada em Outubro representa mera opção estratégica e economicista apoiada na
concentração da operação em Leça do Balio, ainda que para isso esteja a entregar a um concorrente a garantia da defesa do interesse das suas marcas de sumos e refrigerantes e sentencie dessa forma o fim do posto de trabalho de mais de 70 Trabalhadores e hipoteque assim as suas vidas;
Ainda na abordagem à conduta da Administração da Unicer neste processo, lembramos a falácia em que todo o departamento de comunicação se apoiou, a título de almofada moral, em todas as comunicações que fez à Comunicação social ao referir que estavam garantidos cerca de metade dos postos de trabalho por inerência da mobilidade interna de dez Trabalhadores para Leça do Balio e a suposta garantia de colocação de mais vinte e cinco no “parceiro” que assegura a operação, sofisma recentemente desmontado pelo próprio “parceiro” numa notícia do Jornal Publico, onde o seu Diretor Geral garante que não há qualquer compromisso com a Unicer a esse nível e que prezam a manutenção dos seus “níveis low cost” de produção;
Por estes motivos, e por não excluirmos a possibilidade de este anúncio de antecipação do fecho da fábrica de Santarém estar previamente decidido pela Administração da Unicer e visar o efeito surpresa sobre as organizações de representação dos seus Trabalhadores, indicamos o carácter de Urgência aos pedidos de audiência que fizemos junto do Ministério da economia a fim de indagarmos acerca das garantias e contrapartidas assumidas pela Unicer para usufruto dos fundos comunitários que, nos últimos anos e referentes apenas à Unicer Bebidas SA, ascendem a mais de 60 milhões de euros;
No mesmo sentido, encetámos contactos com os Eurodeputados Portugueses no sentido de esclarecerem junto da Comissão Europeia todos os pormenores que balizam este tipo de situações tendo já sido remetida essa pergunta à CE pela eurodeputada Inês Zuber do Partido Comunista e estando também nesse processo a eurodeputada Ana Gomes do Partido Socialista. Estas acções e contactos assumem a legitimidade da força que nos dá a confirmação de que estes contratos de financiamento estão obrigados a garantias de empregabilidade pelas empresas como ainda hoje referiram os deputados Nuno Serra, Teresa Leal Coelho e Duarte Marques do PSD na interpelação feita hoje na Assembleia da República ao Ministro da Economia;
Salientamos ainda a preocupação desta CT sobre a justiça dos benefícios fiscais concedidos à Unicer nos últimos anos nomeadamente no que concerne à criação de emprego, como apontam também hoje os Deputados Socialistas António Gameiro, Idália Serrão e Hugo Costa, onde entre outras questões abordam também a falta de clareza na garantia de colocação dos 25 Trabalhadores na Font Salem;
Por fim, ainda no âmbito da desmistificação da atitude caritativa da Administração da Unicer, salientamos o facto de, num claro ataque ao direito à greve dos seus Trabalhadores, não ter pago a primeira prestação do “prémio de operação” àqueles que optaram por participar na acção de luta e protesto do passado dia 15 de Dezembro quando, à altura do anúncio, a garantia de pagamento assentava apenas no pressuposto do cumprimento de níveis normais de produção.
Desta compilação de factores e perante as evidências, entende a Comissão de Trabalhadores que interessa continuar a garantir o cumprimento da legalidade e a contínua salvaguarda do interesse dos Trabalhadores.
A Comissão de Trabalhadores da Unicer Bebidas S.A.