Comunicado do movimento proTejo, no qual o "Coração da Cidade - Santarém" se insere em que concordou com o conteúdo.
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O proTEJO – Movimento pelo Tejo teve conhecimento da construção, que se
iniciou no dia 8 de Setembro do corrente ano, de um travessão que liga as duas margens do rio Tejo junto à Central
Termoelétrica do Pego, sem qualquer passagem para peixes, criando assim um
novo obstáculo à conectividade fluvial que afeta a progressão das espécies
piscícolas e alterando a composição química das águas do rio por via das rochas
calcárias utilizadas na sua construção.
Devemos ainda relevar que os impactos negativos deste novo obstáculo na
progressão das espécies piscícolas e nos ecossistemas aquáticos serão
acrescidos pela redução de caudais que tem ocorrido no rio Tejo, que se
acentuará com os efeitos das alterações climáticas.
Neste sentido solicitamos esclarecimentos às seguintes entidades:
ü À PEGOP – Tejo Energia solicitamos o esclarecimento sobre que medidas
serão tomadas para reverter os impactos ambientais negativos no rio Tejo,
nomeadamente, a falta de conectividade fluvial fundamental para a progressão
das espécies piscícolas;
ü À Agência Portuguesa do Ambiente solicita-se esclarecimento sobre se a
obra realizada corresponde ao licenciamento autorizado e se foi realizada uma
análise dos impactos ambientais do travessão e quais as medidas que pretende
tomar para reverter os impactos ambientais negativos, nomeadamente, a falta de
conectividade fluvial fundamental para a progressão das espécies piscícolas.
Assim, o proTEJO – Movimento pelo Tejo vem manifestar a sua preocupação com as populações ribeirinhas que serão
afectadas pelos impactos negativos deste travessão no rio Tejo.

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